parlanUm ótimo disco de um pianista pouco citado. Parlan participou de importantes gravações ao lado de Charles Mingus, Dexter Gordon e mais tarde, Roland Kirk. Este disco foi a estréia do pianista pelo selo Blue Note em fevereiro de 1960. Apesar de ter perdido o movimento de parte da mão direita devido a poliomelite quando criança, Parlan é capaz de tocar um piano muito delicado e sofisticado. Essa sessão é prova disso. Juntam-se ao pianista para uma sequência de standards Sam Jones, no baixo, e o baterista Al Harewood .

  1. C Jam Blues
  2. On Green Dolphin Street
  3. Up In Cynthia’s Room
  4. Lady Bird
  5. Bags’ Groove
  6. Stella By Starlight
  7. There Is No Greater Love
  8. It Could Happen To You

Horace Parlan (piano); Sam Jones (bass); Al Harewood (drums)


sun raSun Ra foi um dos músicos mais “esquisitos”, digamos assim, no cenário do jazz. Este criativo pianista, arranjador e band leader formou fantásticas orquestras e apresentou notáveis arranjos, com muita ousadia e inovação. Ele dizia ter vindo de Saturno e não se sabe muito sobre sua vida. O que se deve saber é que suas orquestras deixaram discos notáveis.

“Jazz in Silhouette” é genial. Foi Gravado em 1959 em Chicago. Uma das primeiras gravações de Sun Ra e sua Arkestra. A orquestra é formada por dez músicos com destaques ao genial John Gilmore, parceiro de longa data de Ra e Marshall Allen. James Spaulding que assume o sax alto e flauta (músico que se destacou na segunda metade dos anos 60 em diversas gravações) e de uma dupla de saxes barítonos que trouxeram um som mais aveludado ao disco, Pat Patrick e Charles Davis.

O ponto alto é  ”Enlightment”, uma das grande músicas de Ra… desde o curioso toque de gongo de Ra na abertura ao dramático Barítono de Patrick e no belo trompete de Hobart Dotson. Essa faixa é uma das mais tocadas no meu ipod. Vasculhando na internet achei um trecho de um documentário francês da década de 70 com um trechinho de “Enlightment” em versão cantada pelos integrantes da banda… como se fosse um hino! Álias se alguém encontrar um link com todo o documentário por favor me mandem

http://www.jazzyclips.com/sun-ra/enlightenment-french-tv-1970s-video_913e4fb2c.html

Destaque também para as faixas “Saturn” nos bons moldes de big band com os solos de Marshall e Davis, na percurssiva “Ancient Aiethopia” com Ra tocando Celeste  e “Blues at Midnight” com seus 12 minutos de passeio em solos belíssimos de Gilmore, Allen, Patrick… e toda a turma.

Um dos melhores discos de Sun Ra em sua fase mais focada ao piano acústico.

“Enlightenment” (Hobart Dotson, Ra) – (5:02)

“Saturn” – (3:37)

“Velvet” – (3:18)

“Ancient Aiethopia” – (9:04)

“Hours After” (Ra, Turner) – (3:41)

“Horoscope” – (3:43)

“Images” – (3:48)

“Blues at Midnight” – (11:56)

___

Sun Ra – Piano, Celeste, Gongo
Hobart Dotson – Trompete
Marshall Allen – Alto Sax, Flauta
James Spaulding – Alto Sax, Flauta, percussão
John Gilmore – Tenor Sax,percussão
Bo Bailey – Trombone
Pat Patrick – Barítono Sax, Flauta,percussão
Charles Davis -Barítono Sax,percussão
Ronnie Boykins – Baixo
William Cochran – Bateria

ugetsuArt Blakey foi um dos maiores bateristas do jazz. Além de ser reconhecido por sua técnica e pela participação em centenas de discos em seus 40 anos de carreira, Blakey também lançou grandes notáveis no jazz através de sua banda, Jazz Messengers. Desde a gravação do primeiro disco do Jazz Messengers em 1953 (que contava com Horace Silver e Clifford Brown na primeira versão do grupo) até meados dos anos 80 foram dezenas de discos gravados e dezenas de jovens músicos lançados ao estrelato: como o pianista Bobby Timmons, saxofonistas como Wayne Shorter, Johnny Griffin, Branford Marsalis e Javon Jackon; os trompetes de Wynton Marsalis, Freddie Hubbard e Lee Morgan e muitos outros.

Este é o disco que mais gosto do grupo. Um show gravado ao vivo no Birdland em junho de 1963 e lançado pela Riverside records. A formação do grupo é uma das mais talentosas do Jazz Messengers: Wayne Shorter no sax tenor, Freddie Hubbard no trompete, Curtis Fuller no trombone, Cedar Walton no piano, Reggie Workman no baixo… todos em grande fase sob o comando de Blakey.

Destaques para a faixa de abertura, “One by One”, “Ugetsu” (a melhor faixa do disco) onde Hubbard rouba a cena, e “On The Ginza”. Os disco de Art Blakey são verdadeiras escolas e uma excelente fonte para conhecer novos músicos e Ugetsu um dos melhores disco do grupo na primeira metade dos anos 60.

1 – One by One (Shorter) – 6:19
2 – Ugetsu (Walton) – 11:01
3 – Time Off (Fuller) – 4:55
4 – Ping-Pong (Shorter) – 8:07
5 – I Didn’t Know What Time It Was (Hart, Rodgers) – 6:30
6 – On the Ginza (Shorter) – 7:04
7 – Eva (Shorter) – 5:53
8 – The High Priest (Fuller) – 5:24
9 – The Theme (Davis) – 1:44

1 – One by One (Shorter) – 6:19
2 – Ugetsu (Walton) – 11:01
3 – Time Off (Fuller) – 4:55
4 – Ping-Pong (Shorter) – 8:07
5 – I Didn’t Know What Time It Was (Hart, Rodgers) – 6:30
6 – On the Ginza (Shorter) – 7:04
7 – Eva (Shorter) – 5:53
8 – The High Priest (Fuller) – 5:24
9 – The Theme (Davis) – 1:44

Freddie Hubbard – trompete
Wayne Shorter – tenor sax
Curtis Fuller  - trombone
Cedar Walton – piano
Reggie Workman – baixo
Art Blakey – bateria

(Os melhores discos de Art Blakey estão relacionados as formações do The Jazz Menssengers. Ouça “Moanin’” que é o melhor disco de Blakey – com a melhor formação dos Messengers… Wayne Shorter, Lee morgan e Bobby Timmons – e “Keystone 3″ com os irmãos Marsalis.)

Miles midnightApós duas sessões, uma em outubro de 1955 e a outra em junho de 1956, nasceu um dos melhores discos de Miles Davis que marca também o início de uma longa relação do trompetista com o selo Columbia.

Após suas últimas sessões pela gravadora Prestige que resultaram em quatro albuns (realizados em dois dias de estúdio), Miles e seu recém quinteto (o famoso “primeiro quinteto”) estão perfeitos nesse disco. As seis faixas do discos são famosas composições do jazz – standards – e as versões feitas aqui tornaram-se memoráveis.

Uma das obras primas de Thelonious Monk, “Round Midnight”, abre o disco é tocada em versão definitiva. O trompete de Miles na surdina e o solo de Coltrane (ah, como gosto desse solo! top 5) são memoráveis. Álias, muito interessante prestar atenção no solo de Trane. Ele ainda não havia desenvolvido sua incrível técnica (nomeada por Ira Gitler de “sheets of sound”) porém é um dos solos dele mais bonitos que já ouvi.

Outra versão incrível é “Ah-Leu-Cha”, de autoria de Bird que ficou muito boa, nos bons moldes do bebop. Mas o disco não para por aí. “Bye Bye Blackbird” e o piano de Red Garland, a melodia na abertura de “Tadd’s Delight” tocada por Miles e Trane e Miles e sua surdina em “Dear Old Stockholm”… Sem palavras. É melhor ouvir.

1 – ‘Round Midnight (Monk, Williams) – 6:00
2 – Ah-Leu-Cha (Parker) – 5:55
3 – All of You (Porter) – 7:05
5 – Bye Bye Blackbird (Henderson) – 7:59
6 – Tadd’s Delight (Dameron) – 4:33
Miles Davis – trompete
John Coltrane – tenor sax
Red Garland – piano
Paul Chambers – baixo
Philly Joe Jones – bateria

1 – ‘Round Midnight (Monk, Williams) – 6:00
2 – Ah-Leu-Cha (Parker) – 5:55
3 – All of You (Porter) – 7:05
5 – Bye Bye Blackbird (Henderson) – 7:59
6 – Tadd’s Delight (Dameron) – 4:33

Miles Davis – trompete
John Coltrane – tenor sax
Red Garland – piano
Paul Chambers – baixo
Philly Joe Jones – bateria

(o catálogo de discos de Miles é enorme sendo que boa parte é fácil de encontrar. Se você não conhece a obra máxima de Miles, “Kind of Blue” compre imediatamente. Se já conhece, sugiro “Milestone” que também conta com parte do sexteto de “Kind” ou então”Miles Smiles” com o chamado “segundo quinteto”. Fase fusion? tente “A Tribute To Jack Johnson”, muito bom)

Mclean_rightNowEste pode ser um nome desconhecido para alguns mas saibam que estão diante de um dos grandes nomes do sax alto. Jackie McLean começou a tocar cedo, com 15 anos de idade e logo conheceu seus ídolos Bud Powell, Thelonious Monk, Sonny Rollins e o revolucionário Charlie Parker. Pouco depois brilhou no grupo de Charles Mingus e teve uma rápida passagem pelo Jazz Messengers de Art Blakey. Em 1956 já estava gravando como líder e a partir de 1959 assinou contrato com a Blue Note onde pode gravar mais de 20 discos.

Este aqui é de janeiro de 1966, seus últimos anos de Blue Note. Destaque para a faixa de abertura, “Eco”, com McLean em estado incendário e duas versões da faixa título. Uma bela surpresa é “Poor Eric”, uma homenagem do pianista Larry Willis ao genial Eric Dolphy morto em 1964 por complicações de diabetes aos 36 anos de idade.

1 – Eco (McLean) 6:35
2 – Poor Eric (Willis) 10:10
3 – Christel’s Time (Willis) 10:25
4 – Right Now (Tolliver) 9:20
5 – Right Now [alternate take] (Tolliver) 11:45

1 – Eco (McLean) 6:35
2 – Poor Eric (Willis) 10:10
3 – Christel’s Time (Willis) 10:25
4 – Right Now (Tolliver) 9:20
5 – Right Now [alternate take] (Tolliver) 11:45

Jackie McLean – alto sax
Larry Willis – piano
Bob Cranshaw – baixo
Clifford Jarvis – bateria

(Os anos de Blue Note foram os anos dourados de Jackie. Boas sugestões de compra são “Jackie’s Bag” e mesmo o disco já citado neste blog do pianista Freddie Redd, “Shades of Redd” onde McLean troca poderosos solos com o sax tenor de Tina Brooks)

adams appleEste é em minha opinião o melhor disco de Wayne Shorter. Nem “Juju”, nem “Speak No Evil”. O melhor é “Adam’s Apple”. Gravado em fevereiro de 1966 nos estúdios de Rudy Van Gelder, o mitológico engenheiro de som, em New Jersey pela Blue Note. Melodicamente acho que Shorter aqui está no ápice. A construção de vários hits de sua carreira estão apresentados aqui.

A faixa título é minha preferida com fantástico trabalho do líder e do piano cheio de swing de Herbie Hancock. “El Gaucho” e a obra-prima de Shorter, “Footprints” são apresentadas neste disco pela primeira vez. Miles Davis viria a tocar algumas vezes esta últim faixa, enquanto Shorter fazia parte do “segundo quinteto” de Davis.

Este disco é recheado de grandes composições do saxofonista. Imperdível.

1) “Adam’s Apple” – 6:52
2) “502 Blues (Drinkin’ And Drivin’)” (Jimmy Rowles) – 6:36
3) “El Gaucho” – 6:32
4) “Footprints” – 7:31
5) “Teru” – 6:15
6) “Chief Crazy Horse” – 7:39
7) “The Collector” (Herbie Hancock)- 6:55

Wayne Shorter – tenor saxophone
Herbie Hancock – piano
Reggie Workman – bass
Joe Chambers – drums

Wayne Shorter – tenor saxophone
Herbie Hancock – piano
Reggie Workman – bass
Joe Chambers – drums

(Se você gostou deste disco compre então outros discos de Wayne Shorter como “Et Cetera” e “Schinozopheria”. Recomendo.)

guaraldiOk, sabemos que ainda temos tempo para o próximo natal e que Charlie Brown é um desenho animado, mas o som aqui é jazz!

Assim como o famoso tema de Henri Mancini que marcou o desenho da Pantera Cor de Rosa (paran paraaan) outra trilha muito legal é a composta pelo pianista Vince Guaraldi para “Charlie Brown”. Foi responsabilidade dele criar as músicas para cada personagem do desenho.

Guaraldi foi um dos grandes pianistas da costa oeste americana. Tocou com Cal Tjader, e Stan Getz antes de ganhar notoriedade com sua parceria com o o violonista brasileiro Bola Sete, sua aproximação com a música brasileira e seu disco para o filme Orfeu Negro chamado “Jazz Impressions of Black Orpheu”. Porém foi no início de 1964 que Guaraldi ganha fama ao iniciar as composições para o desenho que terminariam em ao menos uma dúzia de especiais, entre eles este disco para um especial de natal, em 1965.

Guaraldi é acompanhado por bateria e baixo e em algumas faixas um coro de crianças. O disco todo é bem divertido de se ouvir (até porque imediatamente lembramos dos personagens do desenho), mas posso destacar faixas como a clássica “Linus and Lucy”, a belíssima “What Child Is This?”, a delicada “Christmas Times Is Here” (em versão instrumental e também com a presença do coro) e também faixas em andamentos mais rápidos como “Skating” e “Christmas Is Coming”.

Em um primeiro momento é inevitável não se perder na música e relembrar Snoopy, Charlie Brown, Linus, Woodstock, e mesmo da voz da professora do “minduim”, porém Guaraldi é dono de um técnica muito elegante e de muita destreza. Um lindo disco.

1 – O Tannenbaum

2 – What Child Is This?

3 – My Little Drum

4 – Linus and Lucy

5 – Christmas Time Is Here (instrumental)

6 -  Christmas Time Is Here (vocal)

7 – Skating

8 – Hark! The Herald Angels Sing

9 – Christmas Is Coming

10 – Fur Elise

11 – The Christmas Song

12 – Greensleeves

Vince Guaraldi – piano

Monty Budwing – baixo

Fred Marshall – baixo

Colin Bailey – bateria

Jerry Granelli – bateria

Coltrane AscensionUm importante disco de Coltrane é “Ascension” (pra falar a verdade, todos os discos dele foram importantes), gravado em junho de 1965 pelo selo Impulse! Records.

Aqui Coltrane já esta completamente inserido no Avant-Garde/Free Jazz, deixando de lado seu sax soprano e convocando jovens virtuoses do jazz dos anos 60 como os saxofonistas Archie Shepp, Pharoah Sanders e Marion Brown. Além dos cinco saxofones e dois trompetes, estão presentes o piano de McCoy Tyner, a bateria de Elvin Jones e dois baixistas simultâneos: Jimmy Garrison e Art Davis.

A única faixa do disco, “Ascension” é apresentada em duas versões. Basicamente a diferença é a ordem dos solos que muda de uma faixa para a outra. A maior delas é chamada de “Ascension – edition 2″ com mais de 40 minutos de duração. Não há como não lembrar do famoso disco “Free Jazz” de Ornette Coleman em uma formação de duplo quarteto tocando simultâneamente, porém em “Ascension” cada solista tem seu espaço bem determinado para solar, enquanto que de um solo para outro há uma total interação entre os músicos.

É bem interessente ouvir o estilo de cada um dos sopros, em especial dos cinco saxes. Este é um disco de grande complexidade e de difícil entendimento em uma primeira audição,  mas “Ascension” é, junto com “Africa-Brass”, uma grande oportunidade de ouvir Coltrane em uma grande formação além de uma verdadeira aula de improviso e ousadia com estes titãs do jazz experimental utilizando um grande arsenal de diferentes técnicas nos sopros.

Abaixo um roteiro da ordem dos solos:

Edition II (40:25)

1. (Opening Ensemble)

2. Coltrane solo (3:10-5:48)

3. (Ensemble)

4. Johnson solo (7:45-9:30)

5. (Ensemble)

6. Sanders solo (11:55-14:25)

7. (Ensemble)

8. Hubbard solo (15:40-17:40)

9. (Ensemble)

10. Tchicai solo (18:50-20:00)

11. (Ensemble)

12. Shepp solo (21:10-24:10)

13. (Ensemble)

14. Brown solo (25:10-27:16)

15. (Ensemble)

16. Tyner solo (29:55-33:26)

17. Davis, Garrison duet (33:26-35:50)

18. (Concluding Ensemble)

Edition I – 38:33

1. (opening ensemble)

2. Coltrane solo

3. Johnson solo

4. Sanders solo

5. Hubbard solo

6. Shepp solo

7. Tchicai solo

8. Brown solo

9. Tyner solo

10. Davis, Garrison duet

11. Jones solo

12. (concluding ensemble)

John Coltrane – Sax (Tenor)

Archie Shepp – Sax (Tenor)

Pharoah Sanders – Sax (Tenor)

Marion Brown – Sax (Alto)

John Tchicai – Sax (Alto)

Freddie Hubbard – Trompete

Dewey Johnson – Trompete

McCoy Tyner – Piano

Art Davis – Baixo

Jimmy Garrison – Baixo

Elvin Jones – Bateria

take tenVou deixar um pouco de lado toda a aventura e ousadia do avant-garde e do free jazz e postarei um disco do cool jazz.

É sempre muito prazeroso ouvir os discos de Paul Desmond. O som de seu sax alto é rapidamente reconhecível. Doce, leve… quase uma flauta!

Após anos tocando com Dave Brubeck e ter entrado para a história com sua música “Take Five”, Desmond gravou uma série de discos trocando o piano pela guitarra nos acompanhamentos. Destes álbuns, os melhores são em parceria com Jim Hall. Neste disco de 1963 pela RCA, a bateria é comandada pelo experiente  Connie Kay, integrante de longa data do Modern Jazz Quartet, e os baixistas Gene Wright (na faixa título) e Gene Gerico, todos estes parceiros de longa data do líder.

O disco é excelente com alguns destaques como a faixa título, “Take Ten” que é uma revisão a famosa faixa de Desmond, a lindíssima “Embarcadero” e “Samba de Orfeu”. Tanto Desmond como Hall foram fortemente marcados pela batida da bossa nova e este disco é temperado ao estilo brasileiro. Relaxante, melódico, elegante, romântico, “Take Ten” é um dos meus discos preferidos desse saxofonista.

1) Take Ten
2) El Prince (Alternative Take)
3) El Prince
4) Alone Together
5) Embarcadero (alternative take)
6) Embarcadero
7) The From Black Orpheus
8 ) The Night Has a Thousand Eyes
9) Nancy
10) Samba de Orfeu
11) The One I Love

Paul Desmond - Sax (Alto)
Jim Hall – Guitarra
Gene Wright – Baixo
Gene Cherico – Baixo
Connie Kay – Bateria

donald byrdEste é certamente o disco mais conhecido de Donald Byrd, um dos principais trompetistas da gravadora Blue Note. Esse disco foi gravado em janeiro de 1963 após uma longa turnê de Byrd pela Europa. Abandonando um pouco a energia do Hard-Bop, Byrd se aproxima do Gospel juntando ao grupo um coro de oito vozes. Ainda há a qualidade inquestionável do grupo instrumental escolhido pelo líder que inclui o guitarrista Kenny Burrell, o piano suingado de Herbie Hancock e o sax tenor que mais gosto da Blue Note, Hank Mobley. Outro ponto que preciso destacar é o belo design dessa capa, uma das mais legais que tenho. Aliás as capas dos disco da Blue Note eram tão vanguardistas que ainda hoje considero-as belas, graças a percepção e criatividade de Reid Miles, diretor de arte da gravadora.

Os destaques ficam por conta da faixa inicial, “Elijah” e a belíssima “Cristo Redentor”, composta e arranjada por Duke Pearson, um criativo pianista que pretendo em breve postar.

Este é um disco diferente, onde já é possível perceber a aproximação de Byrd com o Soul e o Funk, que anos depois seria o tempero no som deste trompetista. São poucos 40 minutos de música porém de grande qualidade.

1 – Elijah 9:21
2 – Beast of Burden 10:07
3 – Cristo Redentor 5:43
4 – The Black Disciple 8:12
5 – Chant 7:31

Donald Byrd – trompete
Hank Mobley – sax tenor
Herbie Hancock – piano
Kenny Burrell – guitarra
Donald Best – vibrafone
Butch Warren – baixo acústico
Lex Humphries – bateria
Duke Pearson – arranjos
Coleridge-Taylor Perkinson – direção vocal
Rudy Van Gelder – engenheiro de som