Right Now! – Jackie McLean
17/08/2009
Este pode ser um nome desconhecido para alguns mas saibam que estão diante de um dos grandes nomes do sax alto. Jackie McLean começou a tocar cedo, com 15 anos de idade e logo conheceu seus ídolos Bud Powell, Thelonious Monk, Sonny Rollins e o revolucionário Charlie Parker. Pouco depois brilhou no grupo de Charles Mingus e teve uma rápida passagem pelo Jazz Messengers de Art Blakey. Em 1956 já estava gravando como líder e a partir de 1959 assinou contrato com a Blue Note onde pode gravar mais de 20 discos.
Este aqui é de janeiro de 1966, seus últimos anos de Blue Note. Destaque para a faixa de abertura, “Eco”, com McLean em estado incendário e duas versões da faixa título. Uma bela surpresa é “Poor Eric”, uma homenagem do pianista Larry Willis ao genial Eric Dolphy morto em 1964 por complicações de diabetes aos 36 anos de idade.
1 – Eco (McLean) 6:35
2 – Poor Eric (Willis) 10:10
3 – Christel’s Time (Willis) 10:25
4 – Right Now (Tolliver) 9:20
5 – Right Now [alternate take] (Tolliver) 11:45
Jackie McLean – alto sax
Larry Willis – piano
Bob Cranshaw – baixo
Clifford Jarvis – bateria
The Beat Goes On! – Sonny Criss
03/07/2009
Um grande saxofonista alto. Sonny Criss é quase desconhecido quando se fala dos saxofonistas no cenário do jazz dos anos 50 e 60. Porém este saxofonista é reconhecido como um dos melhores no sax alto na região da costa oeste, onde viveu. Não diferente de muitos saxofonistas que tocaram na década de 50, Criss tem um som bastante influenciado por Charlie Parker marcado pela grande velocidade com que tocava as notas e seus melhores discos concentram-se no final da década de 50 e início de 60. Este albúm que escolhi foi gravado um pouco depois, em janeiro de 68, época em que gravava com o selo Prestige onde gravou poucos mais ótimos discos.
A formação neste disco é de quarteto com Criss acompanhado do elegante piano de Cedar Walton, o baixo de Bob Cranshaw e a bateria de Alan Dawson com músicas mostrando o lado mais elegante do saxofonista.
Destaque para a faixa de abertura “The Beat Goes On”, “Caridad” em explosivo solo de Criss e com o temperado blues de Walton e uma poderosa versão do clássico “Yesterdays”. Outra bela faixa é “Ode to Billie Joe”. Este é um ótimo disco que mescla uma pitada de soul-jazz, graças ao piano de Walton e o Bebop de Criss. Divirtam-se.
1 - The Beat Goes On (Bono) 7:21
2 - Georgia Rose (Flynn, Rosenthal, Sullivan) 3:31
3 - Somewhere, My Love (Jarre) 4:58
4 - Calidad (Criss) 5:29
5 - Yesterdays (Harbach, Kern) - 5:51
6 - Ode to Billie Joe (Gentry) - 6:19
Sonny Criss – Sax Alto / Cedar Walton – piano / Bob Cranshaw – baixo / Alan Dawson – bateria
The Bridge – Sonny Rollins
29/04/2009
Hoje postarei sobre um ótimo disco de Sonny Rollins, eleito pelos críticos como um dos seus melhores trabalhos.
The Bridge foi gravado entre janeiro e fevereiro de 1962, ano em que Sonny voltaria a gravar após um “sumiço”de três anos. Em 1959 o saxofonista decidiu não gravar mais e muito menos se apresentar para shows pois acreditava que necesistava aprofundar-se na música… o detalhe é que nessa época Sonny já era considerado um dos mais notáveis saxofonistas no cenário do jazz, e tendo em seu currículo um dos mais importates discos da década de 50, “Saxophone Colossus”. O título é uma homenagem ao único ouvinte de suas pesquisas musicais durante o hiato de três anos deste tenorista: a ponte de Williamsburg em NY…
Nesse disco Sonny trabalha com um quarteto “pianoless”, composto por Jim Hall na guitarra, Bob Cranshaw no baixo e Ben Riley na bateria.
O disco abre com “Without a Song”, muito elegante com o grave som do sax de Rollins. A faixa é seguida pela balada “Where Are You?” e “John S.”, composta pelo próprio Sonny. Faixa bastante criativa com interessante “conversa” entre o sax tenor e a guitarra de Hall.
A quarta faixa é “The Bridge”, a música mais acelarada do disco e também a que melhor expressa a virtuosidade do saxofonista. Destaque também para a clássica “God Bless the Child” onde Sonny toca maravilhosamente. Belíssima versão. Para fechar o disco outro clássico, “You Do Something to Me”.
Obrigatório!
- “Without a Song” (Edward Eliscu, Billy Rose, Vincent Youmans) – 7:28
- “Where Are You?” (Harold Adamson, Jimmy McHugh) – 5:10
- “John S.” (Sonny Rollins) – 7:45
- “The Bridge” (Sonny Rollins) – 5:58
- “God Bless the Child” (Arthur Herzog Jr., Billie Holiday) – 7:29
- “You Do Something to Me” (Cole Porter) – 6:49
Sonny Rollins – Saxofone Tenor
Jim Hall – Guitarra
Bob Cranshaw – Baixo
Ben Riley – Bateria
(gosta de Sonny Rollins? Estes são imperdíveis: Saxophone Colossus, Alfie (original music from theme), A Night at Village Vanguard, Freedom Suite, Tenor Madness, Way Out West, entre outros)
Matador – Grant Green
05/04/2009
Grant Green é meu guitarrista preferido. Foi um músico simplesmente genial. Deixou uma extensa discografia, quase todas gravações com selo Blue Note. Foi um dos principais músicos do selo entre 1960 e 1965. Em 1961 gravou seu primeiro disco com o selo, “Grant’s Firt Stand” e um ano depois já estampava a revista Down Beat como um dos melhores guitarristas do momento.
Nesse disco de 1964, Green é acompanhado por uma clássica sessão rítmica piano-baixo-bateria. McCoy Tyner no piano, Bob Cranshaw no baixo e Elvin Jones na bateria. O disco começa com a faixa tema, “Matador”, onde Green e McCoy tyner tocam longos solos. Na sequência um tema bem comum para McCoy e Elvin Jones, “My Favorite Things”, imortalizado por Coltrane. Essa versão por sinal ficou muito bonita. Menos intensa em relação ao tema tocado por Coltrane, tem ótimo pano de fundo de McCoy para os solos de Green.
O disco segue com “Green Jeans” de autoria do próprio Green e “Bedouin”, de Duke Person. Fechando o disco outra bela faixa, “Wives and Lovers”, por sinal a faixa que mais gosto. Um ótimo exemplo da técnica apurada de Green. McCoy toca um solo maravilhoso nessa faixa. Esse é um ótimo disco para conhecer um pouco do som desse grande guitarrista do jazz.
Grant Green – Guitarra
McCoy Tyner – Piano
Bob Cranshaw – Baixo
Elvin Jones – Bateria