Mclean_rightNowEste pode ser um nome desconhecido para alguns mas saibam que estão diante de um dos grandes nomes do sax alto. Jackie McLean começou a tocar cedo, com 15 anos de idade e logo conheceu seus ídolos Bud Powell, Thelonious Monk, Sonny Rollins e o revolucionário Charlie Parker. Pouco depois brilhou no grupo de Charles Mingus e teve uma rápida passagem pelo Jazz Messengers de Art Blakey. Em 1956 já estava gravando como líder e a partir de 1959 assinou contrato com a Blue Note onde pode gravar mais de 20 discos.

Este aqui é de janeiro de 1966, seus últimos anos de Blue Note. Destaque para a faixa de abertura, “Eco”, com McLean em estado incendário e duas versões da faixa título. Uma bela surpresa é “Poor Eric”, uma homenagem do pianista Larry Willis ao genial Eric Dolphy morto em 1964 por complicações de diabetes aos 36 anos de idade.

1 – Eco (McLean) 6:35
2 – Poor Eric (Willis) 10:10
3 – Christel’s Time (Willis) 10:25
4 – Right Now (Tolliver) 9:20
5 – Right Now [alternate take] (Tolliver) 11:45

1 – Eco (McLean) 6:35
2 – Poor Eric (Willis) 10:10
3 – Christel’s Time (Willis) 10:25
4 – Right Now (Tolliver) 9:20
5 – Right Now [alternate take] (Tolliver) 11:45

Jackie McLean – alto sax
Larry Willis – piano
Bob Cranshaw – baixo
Clifford Jarvis – bateria

(Os anos de Blue Note foram os anos dourados de Jackie. Boas sugestões de compra são “Jackie’s Bag” e mesmo o disco já citado neste blog do pianista Freddie Redd, “Shades of Redd” onde McLean troca poderosos solos com o sax tenor de Tina Brooks)

shades-of-reddEste disco foi um achado. Pra ser sincero não conhecia o som do pianista Freddie Redd até encontrar esse disco. E para ser sincero também, só cheguei até esse disco por que Jackie McLean, um dos saxofonistas alto que mais gosto do início dos anos 60, participa desse quinteto.

Freddie possui uma pequena discografia mas chegou a gravar com o presigiado selo Blue Note. Essa é uma das sessões, gravado em 1960 com músicas de autoria do próprio Redd.

A grande sensação desse disco é a perfeita combinação entre os sopros, formado por McLean e Tina Brooks. Brooks “veio de brinde” nesse disco. Isso porque eu também não conhecia o som desse saxofonista, que imediatamente tornou-se um dos meu tenores prediletos.

O trabalho de ambos é perfeito nesse disco. O estilo rápido de McLean com o vibrante tenor de Brooks combinam perfeitamente nesse disco. No apoio junto a Redd estão o competente baixista Paul Chambers e o baterista Louis Hayes.

A faixa que abre o disco. “The Thespian”, já justifica o que eu disse logo acima. A sincronia, a complementação entre os dois saxofonistas é fantástica. O som dos sopros tocando o tema principal que ao passar dos minutos alcança um andamento mais rápido é genial. Na sequência o blues “blues-blues-blues” e a balada “Shadows”. Outra faixa bem legal é “Melaine”, em um andamento mais lento, seguida de “Swift”, outro tema rápido onde Tina e Jackie mais uma vez estão perfeitos.

As faixa complementares são “Just a Ballad For My Baby”, uma balada com bela condução de Redd e por fim, uma faixa com um toque latino em sua abertura, “Ole”. O disco ainda possui dois takes, um de “Ole”e outro de “Melaine”. Um belo disco, principalmente para interessados nos saxofonistas Tina Brooks e Jackie McLean.

 

Tina Brooks  -  Sax (Tenor)

Jackie McLean  -  Sax (Alto)

Freddie Redd  -  Piano

Paul Chambers  - Baixo

Louis Hayes  - Bateria